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Explicando Virginia o Jogo



Como iniciar o review de um jogo que é estranho, confuso e envolvente ao mesmo tempo?

Talvez o melhor modo é através de uma afirmação simples e direta: Virginia não é um jogo para todos.

Desenvolvido pela Variable State e publicado pela 505 Games, neste jogo você representa uma agente especial do FBI que recebe a missão de investigar o passado de uma párea e ao mesmo tempo futura parceira. Ao encontrá-la trabalhando no subsolo da agência e bem distante de todos os outros agentes - conhecedores da série Arquivo-X irão se lembrar do Fox Mulder - vocês iniciam o caso do desaparecimento de um jovem garoto.

O jogo recebeu a trilha sonora da orquestra filarmônica de Praga e muitas vezes você se sente assistindo a um filme. Aliás, se este tivesse sido o projeto inicial, Virginia teria alcançado muito mais sucesso e culto entre os fãs de mistério e conspirações de agências do governo norte americano.

Porém o grande problema de Virginia é que no momento em que se iniciam sua dupla designação, o jogo lhe empurra para dentro de um buraco de coelho sem volta. E quanto mais você avança, mais profundo e confusa fica a história.

Mas o pior está por vir. Existe uma grande falha de narrativa, porque no momento em que você está perdido neste universo de mistérios, são adicionados novos elementos alegóricos e diferentes pontos de vista que se mesclam a uma confusa linha do tempo, fazendo com que você não saiba mais o que é sonho ou realidade.

Virginia é um jogo curto, terminei ele em 1 hora e 45 minutos. Porém uma segunda jogada se é necessária para começar a arranhar a superfície e entender qual era a verdadeira mensagem por trás dessa obra prima que se equilibra na balança por ser amada por muitos e odiada por outros.


Virginia (PC, PlayStation 4, Xbox One, Mac)
Data de lançamento: 22 de Setembro de 2016
Desenvolvedora: Variable State
Publisher: 505 Games